Quem disse foi: Dr. Wayne Dyer
"Não há falta de oportunidades para se ganhar a vida com aquilo que você ama; há apenas uma falta de determinação para fazer com que isso aconteça."
Encontrei essa notícia e achei no mínimo curiosa e interessante. Uma exposição mostra os corpos de algumas das vítimas da erupção do vulcão Vesúvio sobre a cidade italiana de Pompéia, no dia 24 de agosto de 79 DC.
Arqueólogos descobriram os corpos e usaram o gesso para preservá-los, dando aos esqueletos a forma que tinham no momento da morte.
Os detalhes são impressionantes. Em uma cabeça, é possível ver a dobra do lenço usado para proteger o rosto das cinzas.
Os arqueólogos já escavaram e conservaram cerca de cem corpos de pessoas e animais, mas acreditam uma porção equivalente a um terço da cidade ainda não foi escavada.
Incrível, não?!
Fonte | BBC Brasil
Atrações de Milão: O Duomo
Muito embora Milão seja considerada uma metrópole que não possui là grandes atrativos turísticos, o que discordo, algumas atrações são no mínimo imperdíveis. O Duomo por exemplo, um colossal templo religioso em mármore de candoglia erguido em homenagem à “Santa Maria Nascente”, exerce sobre mim um fascínio quase que irresistível, tanto que uma das primeiras coisas que fiz ao retornar do Brasil para a Itália, foi visita-lo, impreterivelmente.
O Duomo, quarta maior catedral da europa, é ponto de encontro de milhares de pessoas que por ali transitam. Esta estratégicamente localizado no coração pulsante de Milão e ostenta uma arquitetura gótica de influência francesa que tira o fôlego de qualquer ser mortal e imortal inclusive. Impossível não se render ao seu encanto, inevitável passar por ele e não segurar os passos no intuito de apreciar a sua fachada composta por milhares de estátuas e desenhos em mármore que nos remetem à reflexão. Sempre que isso acontece, encontro um detalhe novo, uma figura inusitada, uma mensagem criptografada dos mestres escultores de séculos que se passaram e que não voltam mais. Ah! No ponto mais alto do Duomo, encontra-se a Madonnina, uma estátua da Madonna de Milão, com seus 4 metros de altura (já ouvi dizer, inclusive, que esta estátua é de ouro).
Sobre os restos da demolição da antiga catedral de Santa Maria Maggiore, no ano de 1386, sob a supervisão de arquitetos franceses e alemães, iniciaram-se as obras do Duomo que durariam, pasmem, quase 500 anos, sendo dado por concluído no ano de 1813. Praticamente a idade do Brasil. Na época, os artífices da construção criaram uma espécie de “placa fundamental” com a inscrição do ano do início das obras. Descobri que esta placa esta localizada no interior do templo, à direita de quem entra, bem escondidinha, cercada por alambrados, os quais pulei para fazer uma fotografia bem de perto. Graças a este feito, fui repreendido pelas autoridades de vigilância interna, pois segundo eles adentrei (pulei) num espaço reservado e proibido aos visitantes. Com aquela cara de cachorro perdido que cai do caminhão de mudanças, pedi desculpas e implorei misericórdia, aproveitando o ambiente sacro, e sai todo faceiro com a minha foto relíquia.
Quanto paga-se para entrar? Niente, a entrada é gratuita, após vistoria da policia é claro.Por dentro o Duomo é fascinante e dos rumores externos da agitada Milão, não ouve-se absolutamente quase nada, a nao ser os murmurinhos dos visitantes, que de boca aberta disparam fotografias (sem flash!) por todos os cantos. Ladeada por vitrais surrealistas que filtram a luz do sol e fazem fosforescer imagens e alegorias da tradição católica, o ambiente é de paz, serenidade e harmonia absoluta. As 52 colunas do templo com diâmetros de 3,70 metros, erguem-se a 24 metros de altura e são distribuídas geometricamente numa área total de 11.700 metros quadrados. Estão pensando que é uma igrejinha qualquer? Definitivamente muito pelo contrario, é a catedral mais linda que já conheci. Chego ao sacrilégio de pensar que é até mais bonita que a Catedral de São Pedro, no Vaticano (sinal da cruz).
Recentemente o Duomo sofreu um restauro que durou nada mais, nada menos que 6 anos e custou para os cofres públicos cerca de vinte milhões de euros, ou quase 60 milhões de reais, acreditem! A título de informação, foram restaurados 3.500 metros quadrados de fachada, nos quais foram utilizados 275 metros cúbicos de mármore de candoglia e foram trocados aproximadamente 2.500 elementos decorativos. Quando eu cheguei na Itália, ainda existiam os tapumes na fachada principal o que prejudicava as fotografias, hoje como podem ver, a fachada esta limpíssima e como sempre exuberante, olhem a imagem abaixo.
Para finalizar, sabem o que mais me espanta? Saber que existem pessoas (brasileiros) que moram em Milão há mais de 10 anos e que nunca se atreveram a entrar no Duomo, nem mesmo movidos pela curiosidade. Certa vez, interpelados, me responderam, “Ah Jean, entrar pra que? Igreja é igreja, são todas iguais”. Quase caindo da cadeira, meus pensamentos se perderam no cùmulo do absurdo e na ocasião, chegaram-me a doer os ouvidos. Mas enfim, cada um é cada um, o que é bonito para uns, para os outros não sensibilizam as retinas. Seres humanos, falíveis!
Curtam as fotografias que carinhosamente fiz para este “post”, na esperança que, independentemente do seu credo religioso, o que infelizmente, mais desune que une, vocês possam se nutrir visualmente de cultura e conhecimento. Quem tiver um interesse a mais, pode visitar o site oficial do Duomo de Milão, clicando aqui.

Detalhe em bronze da porta principal, atençao à marca do bombardeamento da 2° guerra mundial by Jean Ponchiroli
Ah! Quase esqueci de dizer. Gente, é proìbido pular alambrados em busca de fotos inusitadas, atitude típica(zinha) de brasileiro(zinho). Que que é isso minha gente, olha os modos e a educaçao! Càspita! (Sinal da Cruz e Gargalhadas)
PAX ET BONUM!
Ci Vediamo!
Pasta alla Norma
Ciao a tutti! Hoje ensinarei a preparar uma das pastas que mais gosto e que experimentei pela primeira vez, là no sul da Itália, quando fiz um giro pela Sicília. Este prato chama-se “Pasta alla Norma” e requer para a sua preparação, ingredientes baratìssimos e que se encontram em qualquer esquina desse mundo de meu Deus.
A pasta alla Norma é um “primo piatto” de origem Siciliana. Como especialidade da Catania, foi criada como homenagem à mais bela ópera do célebre compositor catanense Vincenzo Bellini: La Norma, a qual ainda não tive a oportunidade de assistir. Este delicioso prato de pasta, recoberto com fatias de berinjelas fritas e guarnecido com tomates, manjericão e ricota reúne de uma sò vez, os vários aromas e perfumes da ensolarada Sicília.
Vamos aos ingredientes?
Esta receita serve quatro pessoas, tem um tempo de preparo de 35 minutos e é muito fácil de fazer.
- 2 dentes de Alho
- 12 folhas de manjericão
- 2 berinjelas médias
- 1/2 kilo de tomates bem maduros, ou se preferir um vidro de molho de tomate da sua preferência
- 4 colheres de azeite de oliva
- pimenta do reino a gosto
- 200 gr de ricota (salgada)
- sal grosso
- 500 gr de spaghetti ou outra pasta de preferência
Hora da preparação
Lave as berinjelas (1) e corte-as em fatias finas de aproximadamente 4 mm (2), corte também algumas fatias finas no sentido do comprimento para que sirvam depois de enfeite do prato. Uma vez cortadas as berinjelas, coloque-as num escorredor e salpique um punhado de sal grosso, de modo que o sal extraia a água e o amargo das mesmas (3). Seria interessante colocar um prato com um peso por cima de forma a “extrair” melhor o sumo (4).
Para a preparação do molho, pique e doure os dentes de alho com o azeite de oliva (5), adicione os tomates maduros, ou o molho de tomates, já pronto(6).
Cozinhar em fogo médio até que os tomates se desmanchem (7), passá-los por uma peneira grossa ou no liquidificador (8), voltar este molho na panela a fim de engrossá-lo. Nesta hora colocaremos 6 folhas de manjericão fresco (9).
Passamos as berinjelas na água corrente de forma a retirar o sal (10), secamo-las (11) e fritamos as fatias em azeite quente até que fiquem douradas (12).
Reservamos as berinjelas num prato com papel toalha, colocamos a massa para cozinhar, segundo a indicação da embalagem, e ralamos a ricota, reserve.
Uma vez fritas e secas, fatiamos as berinjelas em tirinhas, juntamos numa panela com um pouco de molho e acrescentamos a pasta cozida “al dente”. Mexemos de forma a incorporar todos os ingredientes, acrescentamos o restante do molho e o manjericão. Desligamos o fogo, acrescentamos a ricota ralada, mexemos mais um pouco e Voilà. Agora è so montar o prato com a pasta pronta, enfeitar com fatias de berinjelas (aquelas cortadas no comprimento) e uma folhinha de manjericão.
Algumas sugestões, eu prefiro fazer esse prato com o “penne rigate”, pois o molho entra na massa e fica muito mais apetitoso. Gosto também de acrescentar “peperoncino” a mesma pimenta calabresa que temos ai no Brasil. Fica fantástico, para quem gosta de pimenta, é claro.
Como puderam ver, esse prato é de fàcil execuçao, é muito saboroso e rende muitos “hummmmmmmmmmm’s” dos seus convidados, o que não tem preço para nós Chef’s, concordam?
Espero que tenham gostado da receita, fica a dica para o almoço do domingo! Mãos à obra!
Ci vediamo!
Fonte: Giallo Zafferano
Ilustres… desconhecidos
Foi na belíssima Tropea, cidade praiana da Calábria, ao sul da Itália, que tive o prazer de encontrar este animado comerciante da cidade. No seu armazém, vendiam-se secos e molhados, vinhos, queijos e salames dos mais diversos tipos. Pendurados na parede de fora, os maços de peperoncino, que secavam naturalmente ao sabor dos raios do sol, inundavam a rua de um aroma balanceado entre o doce e o picante. Percebi que neste armazém, as ùnicas coisas que não tinham preço, eram a alegria, a felicidade e a simpatia deste italiano calabrese, para mim, um ilustre desconhecido, que acompanhava o vai e vem de pessoas, comodamente sentado na sua cadeira de assento de palha.
Ci vediamo!
Ciao!
Risotto alla Milanese
Escolhi o nome Zafferano para esta coluna, por dois simples motivos, primeiro que quando ouvi esse nome, foi amor à primeira vista, e segundo, que é o principal tempero de um dos pratos mais famosos da culinária italiana, o Risotto alla Milanese ou o Risotto à Milanes, sobre o qual falaremos mais abaixo.
Zafferano, que em português significa Açafrão, é extraído dos estigmas das flores de uma planta de origem oriental – de uma variedade de Crocus Sativus - e utilizado desde a antiguidade como especiaria, principalmente na culinária mediterrânea, onde é normalmente utilizado na preparação de risottos, caldos e massas, além de oferecer um toque especial a outras tantas receitas.
Como forma de inaugurar este espaço culinário, que irà ao ar todas as sextas-feiras, vamos aprender algo sobre o famoso Risotto alla Milanese, um prato tipicamente italiano e que diz a lenda, por ter sido criado em Milao, herdou o nome da cidade. Segundo esta mesma lenda, na època da construção do Duomo de Milao, por volta de 1380, existia um aprendiz de pintor, que curiosamente tinha a mania de acrescentar o pò de “zafferano” nas tintas, para que estas adquirissem o peculiar tom de amarelo ouro. Eis que em certa ocasião, o mestre, observando o aprendiz fazendo a tal mistura, disse:
- “Ragazzo, sei matto? Qualche giorno metterai il zafferano pure nel risotto”
Voilà! Sentindo-se afrontado pelo chefe, o aprendiz misturou o açafrão no risoto e criou a nova receita que foi aceita rapidamente pelos paladares mais requintados da época, alastrando-se milagrosamente por toda a Itália. Serà verdade? Bom, não sei ao certo, existem outras teorias sobre o surgimento do Risotto alla Milanese que ferem o ego de muitos chef’s por ai, mas de todas, esta é sem dúvidas a mais poética, certamente!
Vamos ao que interessa?
RISOTTO ALLA MILANESE
Ingredientes
Esta receita serve 4 pessoas aproximadamente e possui 430 Kcal por porção, nada mal para quem se preocupa em manter a forma.
- 1/2 xícara de manteiga
- 1 cebola pequena picada
- 2 xícara de arroz arbóreo, vianole ou carnaroli
- 1 taça de vinho branco seco
- Estigmas de açafrão a gosto, ou açafrão em pó a gosto
- 8 xícaras de caldo de galinha 4 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
- Queijo parmesão ralado, a gosto
Leve ao fogo metade da manteiga e a cebola e refogue em fogo médio, mexendo, até a cebola ficar macia. Adicione o arroz e refogue, mexendo, por um minuto. Regue o arroz com o vinho e cozinhe até o líquido se evaporar. À parte, junte o açafrão a uma xícara do caldo de galinha e misture ao arroz. Vá cozinhando e despejando o caldo restante, aos poucos, sempre que o arroz secar.
Cozinhe, sem parar de mexer, por aproximadamente 30 minutos ou até que o arroz fique al dente (teste mordendo um grão. Ele deve ser um pouco resistente por dentro). Se não for mexido constantemente, o arroz não vai desprender amido, o que lhe dá cremosidade. Apague o fogo e observe a textura do prato. O arroz deve estar com aparência cremosa.
Junte a manteiga restante e o queijo parmesão ralado. Misture bem, tampe a panela e deixe descansar por aproximadamente dois minutos (respeite o tempo de descanso. Isso é necessário para finalizar o cozimento do arroz). Transfira o risoto ainda quente para uma travessa, decore com mais estigmas de açafrão e, se desejar, polvilhe com queijo ralado. Sirva imediatamente.
Aqui na Itália o risoto é uma entrada, um “primo-piatto” e geralmente é uma refeição unica, quando não é seguido pelo segundo prato de carne. Como no Brasil, não possuímos esse ritual de primo, secondo, contorno, etc e etc, sugiro como acompanhamento do risoto, uma carne grelhada ou de panela, seja ela vermelha ou branca (menos peixe), assim não fica-se com a impressão de que se fez uma refeição muito leve.
Como o fim de semana esta quase chegando, fica a dica para um almoço elegante, simples, saboroso e com uma herança histórico-cultural de nada mais que 700 anos. Façamos um brinde ao aprendiz de pintor! Viva!
Buon appetito a tutti!
Encerro por aqui com uma frase maravilhosa de Sayonara Ciseski que diz:
“Cozinhar é como tecer um delicado manto de aromas, cores, sabores, texturas. Um manto divino que se deitará sobre o paladar de alguém sempre especial”
Mamma mia! Até a próxima semana,
Ci vediamo!
Arte e Design… na rua!
Foi numa dessas tardes em que o Sol nos brindava com sua luminosidade e calor, que ao chegar à Piazza Scala, me deparei com doze gigantes caracóis, de cor rosa pink. Na hora não entendi do que se tratava, até o momento em que busquei informação. Como esta praça é costumeiramente palco de manifestações artísticas na agitada e frenética capital lombarda, descobri que os caracóis com dois metros de altura por quase três de comprimento, são na realidade, de autoria da trupe de designs italianos da Cracking Art e estavam ali, incansavelmente inertes, na mostra à ceu aberto intitulada “REgeneration”.
Segundo Massimiliano Finazzer Flory, assessor cultural de Milão e patrocinador da exposição, “A velocidade, nem sempre é uma virtude” e complementa, “O caracol é um animal que se move com a sua casa nas costas e nós queremos fazer Milão se movimentar junto com o ambiente”. Eu simplesmente achei pra là de criativo, e como sempre acontece quando nos deparamos com idéias simples e geniais, pensei: “Como ninguém (eu, inclusive) havia pensado nisso antes?
Em suma, a mostra “itinerante” que circulará por outros lugares de Milão, inclusive em frente à Estação Centrale, nos induz à seguinte reflexão: Take it easy! Ande mais devagar! FERMATI! PARE! Escute com o coração os sons ocultos do dia a dia. Conseguiram entender ou compreender o “espírito da coisa”? Um tanto quanto óbvia e no mínimo GENIAL, não é verdade?
Milano Cult é isso!
Ci vediamo!

































































