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“Caravaggio ospita Caravaggio”

24/02/2009

 

Pinacoteca di Brera

Pinacoteca di Brera

 

Domingo de sol em Milao. Programa? PINACOTECA DE BRERA. 

O Palàcio, oriundo de um antigo convento de 1300 da ordem dos “umiliati”, foi em seguida passado aos Jesuìtas que ali, estabeleceram uma escola. 

Em 1773, apòs a dissoluçao dos Jesuìtas, o “Colegio di Brera” tornou-se propriedade do Estado e na època, a Imperatriz Maria Teresa d’Austria criou neste lugar, alguns dos mais avaçados institutos culturais da cidade, sao eles: Academia de Belas Artes, Instituto Lombardo de Ciencia e Letras, a Biblioteca Nacional Braidense, o Observatorio Astronomico e o Orto Botanico, todos funcionando ate hoje. Uma passeada pelos antigos corredores, no tèrreo, me fizeram ter a sensaçao de viver a 600 anos atràs, pois se conservam absolutamente tudo da època, pavimento, paredes, estàtuas, monumentos e corredores à meia luz, tudo em contraste com os murais, onde estudantes contemporaneos penduram anuncios coloridos, ora vendendo, comprando, ora alugando coisas. 

No andar superior, que se alcança apòs percorrer uma escadaria de pedra, encontra-se a Pinacoteca. Em comemoraçao ao seu bicentenàrio (1809/2009), somos brindados com uma Mostra intitulada “Caravaggio ospita Caravaggio” (Caravaggio hospeda Caravaggio), do entao artista Michelangelo Merisi, dito “Caravaggio” (Milano, 1571 / Porto Ercole, 1610), considerado o primeiro grande expoente da escola barroca e um dos mais famosos pintores do mundo. 

Apòs passar pela entrada da sala XV, adornada com duas colunas de marmore de 10 metros de altura, coroadas com capitèis corìntios, tive o grande prazer de apreciar, por aproximadamente 10 minutos cronologicamente contados, quatro obras de Caravaggio. Dois minutos e meio para cada obra em funçao da quantidade de visitantes. As obras expostas eram, “Cena in Emmaus” de 1601 (National Gallery de Londres), “Cena in Emmaus” de 1606 (Pinacoteca de Brera), “Fanciullo con canestro di fruta” de 1594 (Galleria Borghese, Roma) e “Concerto” de 1595 (Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque).  

Todas sem excessao, excepcionais. No entanto, as “Cena in Emmaus” me chamaram mais a atençao, acredito que pela dimensao da tela, pela mensagem que Caravaggio transmitiu, pelo efeito luz e sombra, pelas expressoes das pessoas retratadas e pelos riquissimos detalhes.  A Pinacoteca, possui um acervo vasto de outros trabalhos de artistas Italianos e de outros lugares do mundo, retratando na sua grande maioria, Arte Sacra.Um belo passeio, onde depois de quase 3 horas de “bate-pernas” entre as varias salas, encerramos a visita. Ufa, pausa para um cafè, urgentìssimo!

Um detalhe me chamou a atençao, enquanto esperava na fila “parada” antes de entrar. Na nossa frente, uma mae com seus dois filhos de aproximadamente quatorze e seis anos, um menino e uma menina, respectivamente. Num trecho da conversa deles, que nao pude deixar de ouvir, a mae falava sobre um outro grande artista renascentista, cujos trabalhos estao expostos em outro palàcio aqui em Milao. Aquela menininha de seis anos, para meu espanto, rapidamente identificou tal artista, fazendo referencia a uma de suas famosas telas, em que uma dama com as maos, levanta as pontas do vestido, fazendo educada referencia de agradecimento, cruzando as pernas e inclinando levemente o tronco. Tudo isso sendo encenado pela menina “artista”. Na hora, me desliguei imediatamente da cena e meus pensamentos me transportaram aos meus tenros seis anos de idade, onde nesta mesma fase da vida, me eram apresentados na escola, nao os grandes artistas renascentistas, mas sim os amiguinhos da criançada brasileira: o saci perere, a temida Cuca, a mula sem cabeça, o bumba meu boi e a legendaria Iara. Pensativo, voltei a Milao, 22 de fevereiro de 2009, 14:00 da tarde, 8 graus de temperatura onde a fila para entrar na Pinacoteca começava a andar. Em seguida, apòs passar pela entrada da sala XV…

Gostou?, para saber mais, acesse o site oficial da Mostra:

http://www.brera.beniculturali.it/Page/t02/view_html?idp=389

Ci vediamo,

Jean Ponchiroli

 

 

 

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One Comment leave one →
  1. Ana permalink
    02/03/2009 3:07

    Sabe o que mais me espantou Jean, foi a cultura da mãe, uma raridade, onde quer que se esteja – levar filhos a museus de arte não é comum. Que lição pra nós mamães de primeira viagem.

    Bjs e obrigada pela aula de cultura.
    Ana

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