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Quem disse foi: Dr. Wayne Dyer

"Não há falta de oportunidades para se ganhar a vida com aquilo que você ama; há apenas uma falta de determinação para fazer com que isso aconteça."

Curiosidades: Exposição mostra corpos de vítimas de erupção em Pompéia

02/10/2010

Encontrei essa notícia e achei no mínimo curiosa e interessante. Uma exposição mostra os corpos de algumas das vítimas da erupção do vulcão Vesúvio sobre a cidade italiana de Pompéia, no dia 24 de agosto de 79 DC.

Arqueólogos descobriram os corpos e usaram o gesso para preservá-los, dando aos esqueletos a forma que tinham no momento da morte.

Os detalhes são impressionantes. Em uma cabeça, é possível ver a dobra do lenço usado para proteger o rosto das cinzas.

Os arqueólogos já escavaram e conservaram cerca de cem corpos de pessoas e animais, mas acreditam uma porção equivalente a um terço da cidade ainda não foi escavada.

Incrível, não?!

Fonte | BBC Brasil

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Atrações de Milão: O Duomo

25/03/2010

Muito embora Milão seja considerada uma metrópole que não possui là grandes atrativos turísticos, o que discordo, algumas atrações são no mínimo imperdíveis. O Duomo por exemplo, um colossal templo religioso em mármore de candoglia erguido em homenagem à “Santa Maria Nascente”, exerce sobre mim um fascínio quase que irresistível, tanto que uma das primeiras coisas que fiz ao retornar do Brasil para a Itália, foi visita-lo, impreterivelmente.

Foto histórica do Duomo, ano 1870

O Duomo, quarta maior catedral da europa, é ponto de encontro de milhares de pessoas que por ali transitam. Esta estratégicamente localizado no coração pulsante de Milão e ostenta uma arquitetura gótica de influência francesa que tira o fôlego de qualquer ser mortal e imortal inclusive. Impossível não se render ao seu encanto, inevitável passar por ele e não segurar os passos no intuito de apreciar a sua fachada composta por milhares de estátuas e desenhos em mármore que nos remetem à reflexão. Sempre que isso acontece, encontro um detalhe novo, uma figura inusitada, uma mensagem criptografada dos mestres escultores de séculos que se passaram e que não voltam mais. Ah! No ponto mais alto do Duomo, encontra-se a Madonnina, uma estátua da Madonna de Milão, com seus 4 metros de altura (já ouvi dizer, inclusive,  que esta estátua é de ouro).

Duomo de Milão by Jean Ponchiroli

Sobre os restos da demolição da antiga catedral de Santa Maria Maggiore, no ano de 1386, sob a supervisão de arquitetos franceses e alemães, iniciaram-se as obras do Duomo que durariam, pasmem,  quase 500 anos, sendo dado por concluído no ano de 1813. Praticamente a idade do Brasil. Na época, os artífices da construção criaram uma espécie de “placa fundamental” com a inscrição do ano do início das obras. Descobri que esta placa esta localizada no interior do templo, à direita de quem entra, bem escondidinha, cercada por alambrados, os quais pulei para fazer uma fotografia bem de perto. Graças a este feito, fui repreendido pelas autoridades de vigilância interna, pois segundo eles adentrei (pulei) num espaço reservado e proibido aos visitantes. Com aquela cara de cachorro perdido que cai do caminhão de mudanças, pedi desculpas e implorei misericórdia, aproveitando o ambiente sacro, e sai todo faceiro com a minha foto relíquia.

Duomo de Milão by Jean Ponchiroli

Quanto paga-se para entrar? Niente, a entrada é gratuita, após vistoria da policia é claro.Por dentro o Duomo é fascinante e dos rumores externos da agitada Milão, não ouve-se absolutamente quase nada, a nao ser os murmurinhos dos visitantes, que de boca aberta disparam fotografias (sem flash!) por todos os cantos. Ladeada por vitrais surrealistas que filtram a luz do sol e fazem fosforescer imagens e alegorias da tradição católica, o ambiente é de paz, serenidade e harmonia absoluta. As 52 colunas do templo com diâmetros de 3,70 metros, erguem-se a 24 metros de altura e são distribuídas geometricamente numa área total de 11.700 metros quadrados. Estão pensando que é uma igrejinha qualquer? Definitivamente muito pelo contrario, é a catedral mais linda que já conheci. Chego ao sacrilégio de pensar que é até mais bonita que a Catedral de São Pedro, no Vaticano (sinal da cruz).

Duomo de Milão by Jean Ponchiroli

Recentemente o Duomo sofreu um restauro que durou nada mais, nada menos que 6 anos e custou para os cofres públicos cerca de vinte milhões de euros, ou quase 60 milhões de reais, acreditem! A título de informação, foram restaurados 3.500 metros quadrados de fachada, nos quais foram utilizados 275 metros cúbicos de mármore de candoglia e foram trocados aproximadamente 2.500 elementos decorativos. Quando eu cheguei na Itália, ainda existiam os tapumes na fachada principal o que prejudicava as fotografias, hoje como podem ver, a fachada esta limpíssima e como sempre exuberante, olhem a imagem abaixo.

Duomo de Milão by Jean Ponchiroli

Para finalizar, sabem o que mais me espanta? Saber que existem pessoas (brasileiros) que moram em Milão há mais de 10 anos e que nunca se atreveram a entrar no Duomo, nem mesmo movidos pela curiosidade. Certa vez, interpelados, me responderam, “Ah Jean, entrar pra que? Igreja é igreja, são todas iguais”. Quase caindo da cadeira, meus pensamentos se perderam no cùmulo do absurdo e na ocasião, chegaram-me a doer os ouvidos. Mas enfim, cada um é cada um, o que é bonito para uns, para os outros não sensibilizam as retinas. Seres humanos, falíveis!

Curtam as fotografias que carinhosamente fiz para este “post”, na esperança que, independentemente do seu credo religioso, o que infelizmente, mais desune que une, vocês possam se nutrir visualmente de cultura e conhecimento. Quem tiver um interesse a mais, pode visitar o site oficial do Duomo de Milão, clicando aqui.

Duomo de Milão by Jean Ponchiroli

Detalhe em bronze da porta principal, atençao à marca do bombardeamento da 2° guerra mundial by Jean Ponchiroli

Detalhe em bronze da porta principal by Jean Ponchiroli

Detalhe em bronze da porta principal by Jean Ponchiroli

Imagens internas do Duomo de Milão by Jean Ponchiroli

Imagens internas do Duomo de Milão by Jean Ponchiroli

Imagens internas do Duomo de Milão by Jean Ponchiroli

Imagens internas do Duomo de Milão (altar) by Jean Ponchiroli

Imagens internas do Duomo de Milão by Jean Ponchiroli

Imagens internas do Duomo de Milão (candelabro do sec XV) by Jean Ponchiroli

Imagens internas do Duomo de Milão (piso decorado) by Jean Ponchiroli

Ah! Quase esqueci de dizer. Gente, é proìbido pular alambrados em busca de fotos inusitadas, atitude típica(zinha) de brasileiro(zinho). Que que é isso minha gente, olha os modos e a educaçao! Càspita! (Sinal da Cruz e Gargalhadas)

PAX ET BONUM!

Ci Vediamo!

Pasta alla Norma

19/03/2010

Ciao a tutti! Hoje ensinarei a preparar uma das pastas que mais gosto e que experimentei pela primeira vez, là no sul da Itália, quando fiz um giro pela Sicília. Este prato chama-se “Pasta alla Norma” e requer para a sua preparação, ingredientes baratìssimos e que se encontram em qualquer esquina desse mundo de meu Deus.

A pasta alla Norma é um “primo piatto” de origem Siciliana. Como especialidade da Catania, foi criada como homenagem à mais bela ópera do célebre compositor catanense Vincenzo Bellini: La Norma, a qual ainda não tive a oportunidade de assistir. Este delicioso prato de pasta, recoberto com fatias de berinjelas fritas e guarnecido com tomates, manjericão e ricota reúne de uma sò vez, os vários aromas e perfumes da ensolarada Sicília.

Vamos aos ingredientes?

Esta receita serve quatro pessoas, tem um tempo de preparo de 35 minutos e é muito fácil de fazer.

  • 2 dentes de Alho
  • 12 folhas de manjericão
  • 2 berinjelas médias
  • 1/2 kilo de tomates bem maduros, ou se preferir um vidro de molho de tomate da sua preferência
  • 4 colheres de azeite de oliva
  • pimenta do reino a gosto
  • 200 gr de ricota (salgada)
  • sal grosso
  • 500 gr de spaghetti ou outra pasta de preferência

Hora da preparação

Lave as berinjelas (1) e corte-as em fatias finas de aproximadamente 4 mm (2), corte também algumas fatias finas no sentido do comprimento para que sirvam depois de enfeite do prato. Uma vez cortadas as berinjelas, coloque-as num escorredor e salpique um punhado de sal grosso, de modo que o sal extraia a água e o amargo das mesmas (3). Seria interessante colocar um prato com um peso por cima de forma a “extrair” melhor o sumo (4).

Para a preparação do molho, pique e doure os dentes de alho com o azeite de oliva (5), adicione os tomates maduros, ou o molho de tomates, já pronto(6).

Cozinhar em fogo médio até que os tomates se desmanchem (7), passá-los por uma peneira grossa ou no liquidificador (8), voltar este molho na panela a fim de engrossá-lo. Nesta hora colocaremos 6 folhas de manjericão fresco (9).

Passamos as berinjelas na água corrente de forma a retirar o sal (10), secamo-las (11) e fritamos as fatias em azeite quente até que fiquem douradas (12).

Reservamos as berinjelas num prato com papel toalha, colocamos a massa para cozinhar, segundo a indicação da embalagem, e ralamos a ricota, reserve.

Uma vez fritas e secas, fatiamos as berinjelas em tirinhas, juntamos numa panela com um pouco de molho e acrescentamos a pasta cozida “al dente”. Mexemos de forma a incorporar todos os ingredientes, acrescentamos o restante do molho e o manjericão. Desligamos o fogo, acrescentamos a ricota ralada, mexemos mais um pouco e Voilà. Agora è so montar o prato com a pasta pronta, enfeitar com fatias de berinjelas (aquelas cortadas no comprimento) e uma folhinha de manjericão.

Algumas sugestões, eu prefiro fazer esse prato com o “penne rigate”, pois o molho entra na massa e fica muito mais apetitoso. Gosto também de acrescentar “peperoncino” a mesma pimenta calabresa que temos ai no Brasil. Fica fantástico, para quem gosta de pimenta, é claro.

Como puderam ver, esse prato é de fàcil execuçao, é muito saboroso e rende muitos “hummmmmmmmmmm’s” dos seus convidados, o que não tem preço para nós Chef’s, concordam?

Espero que tenham gostado da receita, fica a dica para o almoço do domingo! Mãos à obra!

Ci vediamo!

Fonte: Giallo Zafferano

Ilustres… desconhecidos

17/03/2010

Foi na belíssima Tropea, cidade praiana da Calábria, ao sul da Itália, que tive o prazer de encontrar este animado comerciante da cidade. No seu armazém, vendiam-se secos e molhados, vinhos, queijos e salames dos mais diversos tipos. Pendurados na parede de fora, os maços de peperoncino, que secavam naturalmente ao sabor dos raios do sol, inundavam a rua de um aroma balanceado entre o doce e o picante. Percebi que neste armazém, as ùnicas coisas que não tinham preço, eram a alegria, a felicidade e a simpatia deste italiano calabrese, para mim, um ilustre desconhecido, que acompanhava o vai e vem de pessoas, comodamente sentado na sua cadeira de assento de palha.

Ci vediamo!

Ciao!

Cidades da Itália: BRESCIA

16/03/2010

Ciao caros amigos! Hoje falaremos sobre a visita que fiz à Brescia, uma linda cidade italiana com rica herança arquitetônica. Brescia está localizada  na Lombardia, norte do país e é considerada a segunda mais importante cidade desta província (depois de Milao), e atrás de Milao, Roma, Nápoles e Torino é a quinta maior cidade da Itália levando-se em consideração o aglomerado urbano total que se desenvolve aos arredores do seu território, vamos aos números?

  • População: 190.000 habitantes aproximadamente
  • Região: Lombardia (Norte)
  • Distancia de Milao: 97 km
  • Tempo de viagem de trem: 1 hora e 15 minutos
  • Custo da viajem: € 5,50 , partindo de Milao

Brescia, entrada da cidade by Jean Ponchiroli

Brescia é uma cidade encantadora, sejam pelas belezas naturais, sejam pelas riquíssimas heranças arquitetônicas, que vão dos templos romanos à bela piazza della loggia, onde acontece a maior feira da cidade. Os resquícios da antiga muralha medieval, podem ser vislumbrados em vários pontos da cidade, e esta antiga defesa teve sua construção iniciada há 400 anos antes de Cristo. Entederam o que escrevi? Isso mesmo, 400 anos antes de Cristo, 1900 anos antes do Brasil ser descoberto! Pra ver!

Brescia, entrada da cidade by Jean Ponchiroli

Brescia, assim como outras tantas cidades italianas, atrai milhares de turistas ao ano, sendo as suas atrações mais relevantes o Duomo Vechio (velho) e Duomo Nuovo, o Castello di Brescia e os restos “mortais” do Foro Romano, onde se destacam o Tempio (templo) Capitolino e o Teatro Romano, ambos construídos cerca de 75 d.C. O Tempio Capitolino é dividido em três partes, numa das quais abriga o Museo di Santa Giulia que no dia estava fechado, infelizmente.

Duomo Vechio by Jean Ponchiroli

Ah! No centro histórico da cidade encontra-se também o Castello di Brescia, imponentemente localizado no topo da colina chamada Cidneo. O início deste Castello remonta cerca de 100 anos a.C. e a visita é obrigatória, pois o lugar “transpira” história, além da vista panorâmica da cidade que é simplesmente fantástica. Foi deste mirante que fiz a fotografia do casal de italianos apreciando a vista, assunto do “Cartao Postal Tempo Libero” (clique) de semanas atrás.

Duomo Nuovo ao fundo, Duomo Vechio em primeiro plano by Jean Ponchiroli

Brescia me encantou por ser uma cidade organizada, limpa e muito bem sinalizada. E o que mais me satisfaz na série “Cidades da Itália” é o prazer de fazer ou relembrar viagens com milênios de historia, cidades com suas tradições diversas, aromas peculiares e gente dos mais variados tipos. Não preciso dizer (já dizendo) que foi inesquecível, preciso?

Vamos às fotografias, preparados?

Detalhes perfeitos by Jean Ponchiroli

Duomo Vechio e Duomo Nuovo by Jean Ponchiroli

Detalhe da fontana, ao fundo os Duomos by Jean Ponchiroli

Relogio da Piazza della Loggia by Jean Ponchiroli

Poste de Iluminaçao by Jean Ponchiroli

Templo Capitolino by Jean Ponchiroli

Templo Capitolino by Jean Ponchiroli

Colunas do Templo Capitolino by Jean Ponchiroli

Pedras do Templo by Jean Ponchiroli

Ruinas do Foro Romano de Brescia by Jean Ponchiroli

Viela qualquer by Jean Ponchiroli

Viela qualquer 2 by Jean Ponchiroli

Castelo de Brescia by Jean Ponchiroli

P&B by Jean Ponchiroli

Pátio interno do Castelo de Brescia by Jean Ponchiroli

Casal em passeio monocromático by Jean Ponchiroli

Castelo de Brescia em outro ângulo by Jean Ponchiroli

Panorâmica de Brescia by Jean Ponchiroli

Panorâmica de Brescia 2 by Jean Ponchiroli

Sinal de Primavera by Jean Ponchiroli

Locomotiva e o tempo by Jean Ponchiroli

Passeio no Castelo de Brescia by Jean Ponchiroli

Piazza della Loggia by Jean Ponchiroli

Curiosidade by Jean Ponchiroli

Consegui transmitir com minhas fotos, a emoção de percorrer Brescia? Me deixem seus comentários!

Ci vediamo!

Ciao!

Risotto alla Milanese

12/03/2010

Escolhi o nome Zafferano para esta coluna, por dois simples motivos, primeiro que quando ouvi esse nome, foi amor à primeira vista, e segundo, que é o principal tempero de um dos pratos mais famosos da culinária italiana, o Risotto alla Milanese ou o Risotto à Milanes, sobre o qual falaremos mais abaixo.

Zafferano, que em português significa Açafrão, é extraído dos estigmas das flores de uma planta de origem oriental – de uma variedade de Crocus Sativus – e utilizado desde a antiguidade como especiaria, principalmente na culinária mediterrânea, onde é normalmente utilizado na preparação de risottos, caldos e massas, além de oferecer um toque especial a outras tantas receitas.

Como forma de inaugurar este espaço culinário, que irà ao ar todas as sextas-feiras, vamos aprender algo sobre o famoso Risotto alla Milanese, um prato tipicamente italiano e que diz a lenda, por ter sido criado em Milao, herdou o nome da cidade. Segundo esta mesma lenda, na època da construção do Duomo de Milao, por  volta de 1380, existia um aprendiz de pintor, que curiosamente tinha a mania de acrescentar o pò de “zafferano” nas tintas, para que estas adquirissem o peculiar tom de amarelo ouro. Eis que em certa ocasião, o mestre, observando o aprendiz fazendo a tal mistura, disse:

– “Ragazzo, sei matto? Qualche giorno metterai il zafferano pure nel risotto”

Voilà! Sentindo-se afrontado pelo chefe, o aprendiz misturou o açafrão no risoto e criou a nova receita que foi aceita rapidamente pelos paladares mais requintados da época, alastrando-se milagrosamente por toda a Itália. Serà verdade? Bom, não sei ao certo, existem outras teorias sobre o surgimento do Risotto alla Milanese que ferem o ego de muitos chef’s por ai, mas de todas, esta é sem dúvidas a mais poética, certamente!

Vamos ao que interessa?

RISOTTO ALLA MILANESE

Risotto alla Milanese

Ingredientes

Esta receita serve 4 pessoas aproximadamente e possui 430 Kcal por porção, nada mal para quem se preocupa em manter a forma.

  • 1/2 xícara de manteiga
  • 1 cebola pequena picada
  • 2 xícara  de arroz arbóreo, vianole ou carnaroli
  • 1 taça de vinho branco seco
  • Estigmas de açafrão a gosto, ou açafrão em pó a gosto
  • 8 xícaras de caldo de galinha 4 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
  • Queijo parmesão ralado, a gosto

Leve ao fogo metade da manteiga e a cebola e refogue em fogo médio, mexendo, até a cebola ficar macia. Adicione o arroz e refogue, mexendo, por um minuto. Regue o arroz com o vinho e cozinhe até o líquido se evaporar. À parte, junte o açafrão a uma xícara do caldo de galinha e misture ao arroz. Vá cozinhando e despejando o caldo restante, aos poucos, sempre que o arroz secar.

Cozinhe, sem parar de mexer, por aproximadamente 30 minutos ou até que o arroz fique al dente (teste mordendo um grão. Ele deve ser um pouco resistente por dentro). Se não for mexido constantemente, o arroz não vai desprender amido,  o que lhe dá cremosidade. Apague o fogo e observe a textura do prato. O arroz deve estar com aparência cremosa.

Junte a manteiga restante e o queijo parmesão ralado. Misture bem, tampe a panela e deixe descansar por aproximadamente dois minutos (respeite o tempo de descanso.  Isso é necessário para finalizar o cozimento do arroz). Transfira o risoto ainda quente para uma travessa, decore com mais estigmas de açafrão e, se desejar, polvilhe com queijo ralado. Sirva imediatamente.

Aqui na Itália o risoto é uma entrada, um “primo-piatto” e geralmente é uma refeição unica, quando não é  seguido pelo segundo prato de carne. Como no Brasil, não possuímos esse ritual de primo, secondo, contorno, etc e etc, sugiro como acompanhamento do risoto, uma carne grelhada ou de panela, seja ela vermelha ou branca (menos peixe), assim não fica-se com a impressão de que se fez uma refeição muito leve.

Como o fim de semana esta quase chegando, fica a dica para um almoço elegante, simples, saboroso e com uma herança histórico-cultural de nada mais que 700 anos. Façamos um brinde ao aprendiz de pintor! Viva!

Buon appetito a tutti!

Encerro por aqui com uma frase maravilhosa de Sayonara Ciseski que diz:

“Cozinhar é como tecer um delicado manto de aromas, cores, sabores, texturas. Um manto divino que se deitará sobre o paladar de alguém sempre especial”

Mamma mia! Até a próxima semana,

Ci vediamo!

Arte e Design… na rua!

11/03/2010

Foi numa dessas tardes em que o Sol nos brindava com sua luminosidade e calor, que ao chegar à Piazza Scala, me deparei com doze gigantes caracóis, de cor rosa pink.  Na hora não entendi do que se tratava, até o momento em que busquei informação. Como esta praça é costumeiramente palco de manifestações artísticas na agitada e frenética capital lombarda, descobri que os caracóis com dois metros de altura por quase três de comprimento, são na realidade, de autoria da trupe de designs italianos da Cracking Art e estavam ali, incansavelmente inertes, na mostra à ceu aberto intitulada “REgeneration”.

Caracóis da exposição “REgeneration" by Jean Ponchiroli

Segundo Massimiliano Finazzer Flory, assessor cultural de Milão e patrocinador da exposição, “A velocidade, nem sempre é uma virtude” e complementa, “O caracol é um animal que se move com a sua casa nas costas e nós queremos fazer Milão se movimentar junto com o ambiente”. Eu simplesmente achei pra là de criativo, e como sempre acontece quando nos deparamos com idéias simples e geniais, pensei: “Como ninguém (eu, inclusive) havia pensado nisso antes?

Caracóis da exposição “REgeneration" by Jean Ponchiroli

Em suma, a mostra “itinerante” que circulará por outros lugares de Milão, inclusive em frente à Estação Centrale, nos induz à seguinte reflexão: Take it easy! Ande mais devagar! FERMATI! PARE! Escute com o coração os sons ocultos do dia a dia. Conseguiram entender ou compreender o “espírito da coisa”?  Um tanto quanto óbvia e no mínimo GENIAL, não é verdade?

Caracóis da exposição “REgeneration" by Jean Ponchiroli

Milano Cult é isso!

Ci vediamo!